Artigo: O nosso olhar sobre Blumenau

Por Valmir Zanetti
Diretor do Empório Vila Germânica

No Santa de 13 de fevereiro, um empresário que não conheço mas passei a admirar expressou uma opinião muito séria sobre Blumenau e o povo blumenauense. Mário Pera apontou que a cidade tem os mesmos problemas da maioria dos 5,5 mil municípios brasileiros e ainda afirma “Ora, esta Blumenau precisa ser mais bem defendida”.

Há tempos venho observando uma insatisfação generalizada com a cidade por diversos motivos. Muitos deles realistas, é verdade. Temos muito a melhorar. Mas qual é a cidade que não tem?

Muitas vezes acabamos por ter uma visão míope de Blumenau e, assim como aquela velha lenda de que para o carioca o Corcovado se tornou invisível ou que o florianopolitano não enxerga a beleza da Ponte Hercílio Luz, não conseguimos visualizar as conquistas que mantemos ou as conquistas que tivemos.

Se os turistas que nos visitam – ao contrário das previsões dos míopes – cada vez mais por conta de nossas belezas e nossos atrativos que vão da gastronomia ao que mantemos da cultura dos nossos imigrantes, defendem e indicam Blumenau, é difícil acreditar que quem mora aqui não consiga ver o mínimo de beleza e oportunidade.

Temos bons motivos para criticar, sim. Mas podemos ver o lado bom. O copo para o blumenauense parece estar sempre meio vazio. Vemos, por exemplo, na falta de mão-de-obra, motivo para reclamar. Mas não percebemos que isso significa um crescimento econômico que poucos municípios podem ser dar ao luxo de dizer que têm.

Mas estamos entre as melhores do país em qualidade de vida, despontando nacionalmente como um destino de eventos gastronômicos e como polo cervejeiro. Mudamos de uma cidade que recebia o turista de compras para uma cidade que recebe os turistas que chegam com a expectativa de conhecer um lugar que se tornou uma marca de qualidade.

Que o blumenauense logo perceba que Blumenau é uma marca. E que precisa ser defendida para trazer benefícios a todos que vivem, trabalham e prosperam por aqui.

Imagem: Daniel Zimmermann

Imagem: Daniel Zimmermann

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Empório Vila Germânica recebeu 230 ônibus em janeiro de 2014

Já há muito tempo, o verão é época de movimentação de turistas em Blumenau (SC). Mas janeiro de 2014 surpreendeu a direção do Empório Vila Germânica, complexo de lojas que fica junto ao Parque Vila Germânica. Foram 230 ônibus que deixaram seus passageiros aproveitando as opções de compras e gastronomia do espaço.

O grande destaque fica por conta dos turistas chilenos, que chegaram em 86 ônibus. Entre os países, houve registros ainda de veículos uruguaios (4), argentinos (2) e boliviano (1). Outro número importante fica por conta dos ônibus de turismo que trouxeram passageiros de transatlânticos. Foram 23 veículos, com turistas brasileiros, alemães e ingleses.

Os turistas brasileiros vieram principalmente dos estados de São Paulo (27), Rio de Janeiro (26) e Bahia (11).

Valmir Zanetti, diretor do Empório Vila Germânica, aponta que os guias de turismo já veem o Empório como parada obrigatória em Blumenau (SC). “Isso é resultado de um grande esforço por parte dos lojistas, que estão diversificando o mix de produtos e mantendo as lojas abertas de domingo a domingo”, diz.

Movimentação de turistas em carros de passeio e blumenauenses também cresceram
Embora não exista um cadastramento dos carros de passeio que visitaram o Empório em janeiro, Valmir comenta que houve um aumento significativo também nesta movimentação. “Numa passada rápida no estacionamento, víamos carros de diversas cidades, especialmente paranaenses e paulistas, além, claro, dos catarinenses de cidades próximas a Blumenau, que percebem a Vila como uma opção de lazer”, comenta.

O executivo aponta ainda que mais uma vez o blumenauense valorizou as lojas e pontos gastronômicos do Empório, que não fecham no fim de ano. “A época em que Blumenau se esvaziava em dezembro e voltava a estar movimentada em fevereiro passou. Os mesmos que acreditam nisso são os que pensam que só há turistas em outubro e estão subestimando o valor turístico da nossa cidade”, aponta.